Um estudo recente, realizado pelo Research Institute da Capgemini, revelou que apenas 24% das empresas têm uma estratégia de conservação da biodiversidade. Apesar de demonstrarem alguma preocupação com a matéria, mais de metade dos responsáveis pelas empresas acredita não ser da responsabilidade dos negócios privados intervir em problemas de biodiversidade, esta crença aumenta drasticamente em países como Itália (78%) e Japão (75%).
Barreiras por derrubar
Apesar de um grande número de executivos empresariais acreditar que um ecossistema estável beneficia os seus negócios, os mesmos argumentam que as legislações e burocracias que envolvem estes temas se tornam numa barreira difícil de superar.
Falta de urgência
Muitas empresas já se demonstram conscientes dos efeitos problemáticos que o aquecimento global tem no planeta, e no seu dia a dia operacional, procurando soluções para melhorar o ambiente e evitar problemas de fornecimento.
No entanto, ainda existem muitos líderes corporativos, cerca de 47%, que não vêem este problema como uma ameaça imediata, mas sim como um problema a médio prazo, e 30% que este problema pode ser combatido a longo prazo. Esta crença exibe uma falta de urgência severa, que tem afetado a forma como muitos países lidam com os crescentes efeitos da perda de biodiversidade.
Numa altura em que a preocupação com o ambiente é um tópico recorrente na mente dos consumidores, muitas empresas já começam a reverter o caminho e a procurar soluções alternativas para as suas indústrias, protegendo não só o ambiente, mas também o futuro dos seus negócios. Contudo, este continua a ser um número muito reduzido de empresas, levando a que as ameaças à biodiversidade e ao ambiente continuem a crescer.